Vida miserável de Matheus
(1o Momento) - 40 minutos
Momento explícito, guiar-se nessa autonomina, enfim
Perceber que aquilo era câncer, fraqueza, doença
Já a correr, acelerado, passo apertado, coração
Finalmente desmaios; se por a dormir, é o fim
Dessa vez para não acordar e não sumir...
Até ali estático, inerte, incerto e aflito
Alguns minutos de tudo e o resto de nada.
(2o Momento) - Sorrir para eles
Aversão a tudo, deveria ter se oferecido aos leões
Talvez digno; provavelmente justo pois tudo eras
Antes a perder, antes de vencer, antes de lutar
Tudo podes ver e sorrir, senhor de tuas desgraças.
(3o Momento) - Anorexia
Senhor, me empresta tua vida...? Me empresta teu papel?
Pois esses são tantos que não farás, esses turbilhões;
Aquelas luzes a sangrar teus olhos, nossos copos vazios
Sua felicidade e nossa festa; sua tristeza tão profunda
E rancor tão certeiros a se formar, teoria da aceitação.
(4o Momento) - Apatia
Se postes a sangrar infinitamente, desfruta e aproveita
Vermelho escuro sobre os lugares e passagens, és tudo
És uma noite fantástica e merecida, são profetas aqui
E te dirão o que falar, tente se acalmar e não sumir;
Divirta-se a vontade, teus números e tua doença
Nunca irão te abandonar...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Entrelaços
Não me interessas mais o cinza, prefiro castanho dos teus olhos,
O vermelho do teu querer ou o brilho do teu sorriso, incessantes;
Ameniza a descrença e me faz verdadeiro, me faz respirar e sonhar
Pois são nesses momentos que afaga, nesses momentos me retorna,
Aos montes por aqui te peço tantas coisas, peço sem pedir
Pois a tudo se transformas, és você sobre mim, és sentir
Alguma chance todo dia, te ter para mim, uma vida.
Não me interessas mais o cinza, prefiro castanho dos teus olhos,
O vermelho do teu querer ou o brilho do teu sorriso, incessantes;
Ameniza a descrença e me faz verdadeiro, me faz respirar e sonhar
Pois são nesses momentos que afaga, nesses momentos me retorna,
Aos montes por aqui te peço tantas coisas, peço sem pedir
Pois a tudo se transformas, és você sobre mim, és sentir
Alguma chance todo dia, te ter para mim, uma vida.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Valsa
Estou aqui, estou ali, estou sabendo me arriscar; e se quiser alguma;
Se tiver disposta nessa tarde, abraça-me forte; não me deixa mais
Vamos dançar por horas, apaga a luz e me faça delirar, aprecie
Pois se a chuva lá corre, aqui é seco e pode confiar; estamos aqui
E imagino que não poderei mais estar, pois estamos, pois agora somos
Agora é presente, pois passado não importa, futuro não nos resta;
Uma união de conceitos básicos que nos faltava em nossas vidas.
(Renan - 2009)
> Perfeita por natureza, e se estais aqui é pra que sejas tudo para mim.
Estou aqui, estou ali, estou sabendo me arriscar; e se quiser alguma;
Se tiver disposta nessa tarde, abraça-me forte; não me deixa mais
Vamos dançar por horas, apaga a luz e me faça delirar, aprecie
Pois se a chuva lá corre, aqui é seco e pode confiar; estamos aqui
E imagino que não poderei mais estar, pois estamos, pois agora somos
Agora é presente, pois passado não importa, futuro não nos resta;
Uma união de conceitos básicos que nos faltava em nossas vidas.
(Renan - 2009)
> Perfeita por natureza, e se estais aqui é pra que sejas tudo para mim.
Pedra, asfalto, construção
Dias se passaram, esses dias são assim mesmo; esses dias tão claros
Entrelaçados entre essas rotinas, fatos isolados, dores incuráveis
Mas que seja assim; pois nessa imortalidade suas palavras frias
E quem se tornastes? Quem será que passava aquela noite ao lado?
Algumas vezes tento entender, muitas vezes desconheço o inesperado
E em ti, descrente, amizade? Sinto muito pelo sofrimento inacabado
Quero estar do seu lado, mas a distância veio para nos transtornar.
(Renan - 2009)
> Hoje, eu, mais um desconhecido na sua vida...
Dias se passaram, esses dias são assim mesmo; esses dias tão claros
Entrelaçados entre essas rotinas, fatos isolados, dores incuráveis
Mas que seja assim; pois nessa imortalidade suas palavras frias
E quem se tornastes? Quem será que passava aquela noite ao lado?
Algumas vezes tento entender, muitas vezes desconheço o inesperado
E em ti, descrente, amizade? Sinto muito pelo sofrimento inacabado
Quero estar do seu lado, mas a distância veio para nos transtornar.
(Renan - 2009)
> Hoje, eu, mais um desconhecido na sua vida...
sábado, 18 de abril de 2009
Fábulas reais
*** Nota do autor: Algumas reflexões sobre os últimos dias e tendências tempestivas de uma história sem final feliz.
Parte I - Inexistência
Algumas vezes pensar, é impossível desacreditar mas é real
E alguém nesse julgamento sujo, servos desses marmanjos
E visto por cima ou de qualquer direção, abominavelmente
Simplesmente quarta feira, ou talvez seja o presente
E nem adianta, não se compra e não se demonstra; infidelidade
Contra os princípios e neles a crueldade, mas aqui além
Felizmente indisposto a rever a cartilha, sei muito bem
Utópico ao extremo, nunca existiu nem um 'também'...
Parte II - Descrer
Tentar é facção, tentar é perdedor e sem efeitos para hoje
Afinal, qual é o verdadeiro sentido dessa epopéia aqui?
Qual é a razão de todo sofrimento implícito nos desejos
Tão ímpares quanto aquelas condições infrutíferas
Não sei ao que, mas insistem em morrer; insistem em tentar
Insistem proteção... parecem muito bem, parecem tão além
Ainda não sei, mas essa descrença que assola tem razão
Vamos viver um talvez, ou talvez um viver.
Parte III - Reencontros
Ver proporciona razões em utilidades controversas, aqui está
E me trata qualquer coisa, devora pois és um monstro apático
Como eu felizmente, diferente em troco de alguma coisa afim
Mas talvez mais uma farsa imbecil que foi criada
E nessas canções de tarde, pessoas agressivas e infestadas
Talvez o fim da jornada, como eu, pois faço parte disso
Tenho o direito de fazer o que me permite, pois escravo
Deitado sobre o sereno te percebo e somente lamento.
Parte I - Inexistência
Algumas vezes pensar, é impossível desacreditar mas é real
E alguém nesse julgamento sujo, servos desses marmanjos
E visto por cima ou de qualquer direção, abominavelmente
Simplesmente quarta feira, ou talvez seja o presente
E nem adianta, não se compra e não se demonstra; infidelidade
Contra os princípios e neles a crueldade, mas aqui além
Felizmente indisposto a rever a cartilha, sei muito bem
Utópico ao extremo, nunca existiu nem um 'também'...
Parte II - Descrer
Tentar é facção, tentar é perdedor e sem efeitos para hoje
Afinal, qual é o verdadeiro sentido dessa epopéia aqui?
Qual é a razão de todo sofrimento implícito nos desejos
Tão ímpares quanto aquelas condições infrutíferas
Não sei ao que, mas insistem em morrer; insistem em tentar
Insistem proteção... parecem muito bem, parecem tão além
Ainda não sei, mas essa descrença que assola tem razão
Vamos viver um talvez, ou talvez um viver.
Parte III - Reencontros
Ver proporciona razões em utilidades controversas, aqui está
E me trata qualquer coisa, devora pois és um monstro apático
Como eu felizmente, diferente em troco de alguma coisa afim
Mas talvez mais uma farsa imbecil que foi criada
E nessas canções de tarde, pessoas agressivas e infestadas
Talvez o fim da jornada, como eu, pois faço parte disso
Tenho o direito de fazer o que me permite, pois escravo
Deitado sobre o sereno te percebo e somente lamento.
sábado, 11 de abril de 2009
(Ir)Racional
As vezes algumas vezes; e muitas vezes ainda é presente
Jogar e incompreender, somos campeões do egocentrismo
E até que falar é fácil, vivo a repetir e a idolatrar
Enquanto eles estão sempre indispostos a chegar
Seus atos se tornaram abomináveis, sua distância aquém
Meus sentidos se despertaram cedo demais; proteção
Na beira desse lago mais gosto de sal, menos molho
Uma imensidão de forasteiros e uma alma podre.
(Renan)
Nota do Autor: Preconceito religioso é algo tão repugnante contra preconceito racial. Se sois melhores que os demais pela tua crença, que sejas feliz com ela.
As vezes algumas vezes; e muitas vezes ainda é presente
Jogar e incompreender, somos campeões do egocentrismo
E até que falar é fácil, vivo a repetir e a idolatrar
Enquanto eles estão sempre indispostos a chegar
Seus atos se tornaram abomináveis, sua distância aquém
Meus sentidos se despertaram cedo demais; proteção
Na beira desse lago mais gosto de sal, menos molho
Uma imensidão de forasteiros e uma alma podre.
(Renan)
Nota do Autor: Preconceito religioso é algo tão repugnante contra preconceito racial. Se sois melhores que os demais pela tua crença, que sejas feliz com ela.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Megapost: Poemas atrasados, etc etc...
Sufocar
Já que são assim, o que fazer para não ser realmente? Não ser...
Pois é, pois não para ser mais exato; ainda que incompetente
Ainda que incoerente; mesma coisa com esses procedentes
Efeitos avassaladores numa madrugada, ou quarenta
Passando pelo corredor; melhor maneira é correr como nunca
Corre e foge desta loucura desenfreada, não possui vontade
Não possui mais nada, tão pouco oxigênio tóxico mas belo
Efeito sufocante de uma tentativa infrutífera.
(Renan)
Nota do Autor: Angústia sufocante de ver planos naufragarem....
Remover dispositivos com segurança
Pensei que fossem meses, escolas, qualquer tipo de coisa
Pior é estar aqui, ver que tudo está correndo além
E nessas vidas sem retorno a inspeção do contorno
Deliberadamente avassaladoras, efeito tempestoso
Mas ainda tenta, não te admiro tanto por isso como pensas
Pelas tardes de janeiro, fevereiro ou qualquer dia de lá
Não me importa tanto; estou acostumado a ser aqui-ali
Seguramente um sonho impossível e inseguro.
(Renan)
Nota do Autor: Viver na realidade é desgastante, porém necessário.
Mal me quer, mal me quer
Hoje te esperei a tarde toda, a noite toda, a manhã toda
Hoje te larguei por uns minutos, mas ainda estou a toa
Hoje te superei e pensei, hoje te vi e voltei atrás
Hoje não me quer, ontem também, anteontem, mês passado.
(Renan)
Nota do Autor: Necessidade de aceitação... não importa como, nem de onde vem;
Adição
Se estivesse de pé, debruçado sobre os afazeres talvez melhor
Nessa situação adversa, sangue dos olhos, sangue dos dentes
Sangue por toda a parte nesse chão; lutar jamais, nunca...
Lutar e ser forte é coisa pra críticos norte-americanos
Não que se entenda, é difícil demais até tatear a situação
E sabemos, há dias atrás, hoje algo muito mais, acredite
Mas nessa conta foi impar, um dia foi três e um se foi
Hoje cento e dez, pois estou alheio a querer voltar.
(Renan)
Nota do Autor: Como viver se mal sabemos somar?
Carta de adeus
Essas mangas não suportam lágrimas, por isso vou
E não será o mesmo, em plana noite daqui a dias
Exatamente pior, mas não quero que sofras mais
Honestidade de querer mudar, sem você incapaz
Sentirei falta das suas cartas, das brigas de paz
E das reconciliações; isso é mais forte que nós
Não nos levará a nenhum lugar, isso é mais forte
Mochila e álbuns; sonhos pra não mais voltar.
(Renan)
Nota do Autor: Adeus só existe para os fortes.
Sufocar
Já que são assim, o que fazer para não ser realmente? Não ser...
Pois é, pois não para ser mais exato; ainda que incompetente
Ainda que incoerente; mesma coisa com esses procedentes
Efeitos avassaladores numa madrugada, ou quarenta
Passando pelo corredor; melhor maneira é correr como nunca
Corre e foge desta loucura desenfreada, não possui vontade
Não possui mais nada, tão pouco oxigênio tóxico mas belo
Efeito sufocante de uma tentativa infrutífera.
(Renan)
Nota do Autor: Angústia sufocante de ver planos naufragarem....
Remover dispositivos com segurança
Pensei que fossem meses, escolas, qualquer tipo de coisa
Pior é estar aqui, ver que tudo está correndo além
E nessas vidas sem retorno a inspeção do contorno
Deliberadamente avassaladoras, efeito tempestoso
Mas ainda tenta, não te admiro tanto por isso como pensas
Pelas tardes de janeiro, fevereiro ou qualquer dia de lá
Não me importa tanto; estou acostumado a ser aqui-ali
Seguramente um sonho impossível e inseguro.
(Renan)
Nota do Autor: Viver na realidade é desgastante, porém necessário.
Mal me quer, mal me quer
Hoje te esperei a tarde toda, a noite toda, a manhã toda
Hoje te larguei por uns minutos, mas ainda estou a toa
Hoje te superei e pensei, hoje te vi e voltei atrás
Hoje não me quer, ontem também, anteontem, mês passado.
(Renan)
Nota do Autor: Necessidade de aceitação... não importa como, nem de onde vem;
Adição
Se estivesse de pé, debruçado sobre os afazeres talvez melhor
Nessa situação adversa, sangue dos olhos, sangue dos dentes
Sangue por toda a parte nesse chão; lutar jamais, nunca...
Lutar e ser forte é coisa pra críticos norte-americanos
Não que se entenda, é difícil demais até tatear a situação
E sabemos, há dias atrás, hoje algo muito mais, acredite
Mas nessa conta foi impar, um dia foi três e um se foi
Hoje cento e dez, pois estou alheio a querer voltar.
(Renan)
Nota do Autor: Como viver se mal sabemos somar?
Carta de adeus
Essas mangas não suportam lágrimas, por isso vou
E não será o mesmo, em plana noite daqui a dias
Exatamente pior, mas não quero que sofras mais
Honestidade de querer mudar, sem você incapaz
Sentirei falta das suas cartas, das brigas de paz
E das reconciliações; isso é mais forte que nós
Não nos levará a nenhum lugar, isso é mais forte
Mochila e álbuns; sonhos pra não mais voltar.
(Renan)
Nota do Autor: Adeus só existe para os fortes.
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